Inferno de Dante

(Read it in English)

Roque Ehrhardt de Campos REC camposre001@gmail.com

Este trabalho está feito no Brasil por brasileiro e o idioma a ser usado será o nosso. Como serão citados autores de outras línguas, que serão informados e solicitada a permissão pelo direito autoral envolvido, a segunda língua será o Inglês, que é universal. Como ocorrerão citações em outras línguas, sempre que possível será traduzido. REC é Roque Ehrhardt de Campos. Quando a nota for do autor, fica apenas seu número.

Peço ao leitor ou leitora que me desculpe e tenha paciência e perseverança para entender como esse assunto será abordado. Considere isso como uma imagem e eu começarei com o enquadramento, propondo com o que me parece é hoje o pensamento predominante sobre o assunto e como eu pretendo trazê-lo para o seu verdadeiro domínio, como o foi na cabeça de Dante, ajudado por vários gênios, pintores, etc. que serão chamados. Vou começar com uma pintura, oferecer o primeiro filme sobre o assunto e discutirei detalhadamente o que pensava Galileu quando mediu o inferno de Dante. Depois disso, vou propor perspectivas sobre o assunto, envolvento o religioso, o simbólico, a importância para o estabelecimento do italiano como um idioma, do mérito de ter catalizado o trabalho de Gailleu e outras que serão adicionadas na medida em que isso me pareça necessário para saber onde Dante quis chegar.

Maarten Levendig nos diz:

Quando o quadro Dulle Griet de Pieter Bruegel the Elder em 1894 foi apresentado à venda em leilão em Colônia, ninguém estava realmente interessado. No entanto, o colecionador de arte Fritz Mayer decidiu intuitivamente comprar o quadro de qualquer maneira e levá-lo para sua cidade natal flamenga, Antuérpia. Desde 1904, o público pode apreciá-lo no pequeno, mas muito recomendável museu Mayer van den Bergh.

Dulle Griet

Bruegel era então conhecido como “Bruegel camponês”, famoso por suas paisagens e o que se supunha ser representações autênticas da vida folclórica flamenga. Esta pintura assustadora e caótica, datada de 1561, não se encaixava nessa imagem. Essencialmente, no século 19, ninguém mais conhecia seu significado original. Quem foi essa mulher misteriosa e colossal da qual a pintura ganhou seu apelido? “Dulle Griet” (‘garota louca’, muitas vezes traduzida como ‘Meg louca’)” veste uma fantasia militar e parece estar indo para a boca do inferno, visível à esquerda. Suas seguidoras saqueiam a casa do outro lado da ponte. Outra figura gigante, sentada em cima do prédio, carrega um barco em seu ombro. E estes são apenas alguns elementos desta imagem, que está cheia de monstruosas criaturas e símbolos enigmáticos que provavelmente foram facilmente compreendidos pelos contemporâneos de Bruegel.

A atual apreciação de Dulle Griet não implica necessariamente que alguém entenda muito mais desse trabalho, embora muitos estudiosos tenham especulado sobre o significado desde então. Por exemplo, a pintura foi interpretada no contexto da guerra na Flandres do século XVI, o Inferno de Dante, o humanismo Erasmiano, a alegoria medieval, os estudos de gênero e muito mais.

Na minha opinião, a interpretação mais segura é que Bruegel quer mostrar-nos um mundo de cabeça para baixo, no qual todos os padrões sociais e éticos que tornam possivel viver a sociedade civil são invertidos. Desta forma, apresenta um aviso implícito: se não nos comportamos de forma adequada, ou seja, sem loucura, ganância e crueldade, nosso mundo termina em completa loucura.

Do que eu, Roque E. Campos, sugiro uma reflexão:

Pieter Bruegel pode ser visto na sua totalidade em  Summary of works by Pieter Bruegel the Elder Para nosso caso, em  Representations of demons and devils (1562) são particularmente adequadas.

Porque Meg Louca? (Dulle Griet)

Sempre que o assunto é Inferno ou o Inferno na visão de Dante que domina a cultura ocidental, em nosso século XXI, mesmo antes, há um reconhecimento geral de que o inferno já está aqui. Se você der uma olhada na descrição do Inferno, como ele propôs, você verá uma lista detalhada das maneiras impróprias que não nos comportamos: (não achei nada em Português)

DanteInferno

Você pode não acreditar em Deus, nem no diabo, nem no inferno, mas deixe-me perguntar-lhe: você acha que essa lista descreve algo que existe? Tente por um momento excluir a idéia de que Dante enquadrou seu Inferno centrado em Jerusalém e projetou-o fisicamente em três dimensões em uma alegoria típica, uma vez que no momento em que ele fez quase ninguém sabia ler e as noções eram normalmente passadas verbalmente com alguns tipo de imagem. Dê uma olhada no conceito que ele estava incorporando: (Sinto muito, mas vai ter que ser em Inglês, não achei nada tão conciso e preciso)

Dantes inferno colour

Em italiano texto original

Anotado em Italiano

Este site é de longe o melhor que se pode encontrar sobre Dante e sua obra. Para quem fala Português, vale o esforço e aprender Italiano, ou se valer do tradutor do Google, para esclarecimentos, que alias, eu o fiz ao longo deste trabalho

Em detalhe em Ingles versão I

Em detalhe em Inglês versão II

Em Português(Helder Rocha)

Existem inúmeras traduções para o Português. Aconselho procurar nos sebos a de Hernani Donato, que não esta mais disponível nas livrarias. Se depararem com varias outras, coloquem no canto 10, por exemplo, comparem e verão que a qualidade do Prof. Hernani Donato aparece imediatamente. Não acho muito interessante traduções que não sejam em prosa, como a do Prof. Hernani Donato, pois as feitas em versos, ao tentar seguir as rimas e terças, complicam e fica meio inintelegivel. Como não ha direito autoral envolvido, a tendência é aparecerem varias, nem sempre  feitas no mesmo nivel da do Prof. Hernani, que foi um intelectual impecavel, membro da Academia Paulista de Letras e da Sul Matogrossense de Letras tambem.

Resumindo:

A Divina Comédia conta a viagem imaginativa de Dante no mundo do além, isto é,  da vida após a morte. Dante encontra-se em uma floresta escura de erros, e seu guia, Virgílio, o autor do épico romano  Eneida, leva Dante através do Inferno, subindo a Montanha do Purgatório até a Floresta do Paraíso.
Lá Beatriz, a amada de Dante, que morreu cedo, assume como  guia de Dante, e os dois ascendem às esferas do Paraíso, até que finalmente Dante, com a ajuda de outro guia e da Virgem Maria, pode ver Deus face a face . Estas três partes da viagem imaginativa de Dante compõem as três partes da Divina Comédia: o Inferno, o Purgatório e o Paraíso.
Na Divina Comédia, Dante diz ao leitor como alcançar o Paraíso. Além disso, o épico é uma história de amor. Uma mulher assume salvar Dante.

Você pode olhar todo o conjunto da Divina Comédia como um trabalho que liga os períodos medieval e moderno. Foi escrito em língua vernácula em vez de latim, o que era um grande problema nessa época.
O Inferno é o mais conhecido dos três e eu diria o mais influente. Quase toda versão / visão do inferno foi influenciada pelo Inferno de Dante.
É um conjunto muito pessoal de poemas e trata do conceito de redenção. Dante coloca seus inimigos e pessoas que ele vê como moralmente corrompidas ou ruim (alguns fictícios como Odisseu) nos vários níveis do inferno. Por outro lado, Beatrice era seu grande amor não correspondido e usá-la como guia era uma catarse para isso e pelo fato que ela morreu bastante jovem

Para entender e, acima de tudo, tirar proveito do que está à nossa frente, precisamos de um pouco de reflexão sobre as perspectivas incorporadas que serão listadas no “Índice”, mas primeiro dê uma olhada em “sobre” para entender a abordagem usada aqui e como um fechamento desta introdução, dê uma olhada no primeiro filme, feito na Itália, e não se esqueça de examinar o que o Galileo Galilei fez baseado no Inferno de Dante:

L’Inferno – Milano Films, 1911

Nossa primeria discussão será Galileu Galilei

 

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